A Faixa
do Cidadão
João
Pessoa - Paraíba
O Fusível "Um santo milagroso"
José
Francisco PX 7 C 1292
Pode-se
definir o fusível como um cilindro composto de um misto de metal e vidro, metal
nas extremidades e vidro no meio, vidro e metal servindo de encapsulamento e
suporte para um filete também de metal no interior, filete este que se liga as
extremidades e varia de diâmetro de acordo com a amperagem.
O
acidente, ou melhor dizendo o milagre aconteceu, quando por falta de corrente elétrica
(situação muito freqüente como resultante da baixa qualidade da energia
distribuida por nossa concessionária) passei de forma improvisada a operar
utilizando a bateria do automóvel como “alimentação” para um transceptor
de 11 metros, como cabo utilizei um fio flexível comum que por ser branco
convencionei o positivo nas duas extremidades com dois nós cegos, como a pressa
é inimiga da perfeição, num momento de falta de atenção inverti a
polaridade e o rádio deixou de funcionar, a principio achei que tinha queimado
o equipamento, passado o susto pensei no fusível que por ser de 2 ampères
possuía um filamento muito fino que dificultava observar se estava
interrompido, levantei o fusível e o girei em torno de si mesmo, observei o
filamento quebrado repousando na parede interna do seu corpo, conclui que o fusível
estava queimado e o rádio salvo. Diante
de componentes complexos, o fusível com sua simplicidade, parece não ter o
valor que só avaliamos ter num momento de necessidade. Inversão de polaridade
um descuido momentâneo que pode causar a queima do transceptor. Um pequeno erro
com conseqüências desastrosas me fez “canonizar” o fusível como um
“santo milagroso”.
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